Ele tinha acabado. Era uma sexta a tarde e eu tava na casa da minha mãe, sozinha e sem ter o que fazer, pensando qual seria o motivo pro fim. Ele não quis explicar. Era só isso; acabou e pronto!
Deitei pra assistir a novela, me cobrí de qualquer jeito na cama e fiquei alí sem ânimo de vida esperando o sono chegar até que o telefone toca, não conhecia o nº, pensei não atender, devia ser mais algum amigo chato pra perguntar se eu não tinha me matado ainda.
- Alô?
-Desce to aqui em baixo.
Tremí,sem reação. Levantei e olhei pela janela; era ele.
Nem me arrumei e fui abrir a porta(ele já tinha subido), ele entrou,nada de dois beijinhos nem abraço falso, fomos pro quarto e sentamos um em cada canto da cama.
Ele começou a falar o que tinha feito nas últimas horas e eu já queria que ele fosse embora pra eu poder chorar em paz. Ele disse que ía.
Eu disse: - Tá vai, a porta da aberta. Fecha quando sair.
Me virei, deitei e começei a chorar. Acho que de algum modo ele percebeu porque quando pensei que ele tinha ido embora sentí ele me abraçando... Deitando do meu lado...
- Porque que as coisas tem que ser assim?
- Não sei, não fui eu quem deixei você.
Ele me virou,enxugou minhas lágrimas e me beijou. Tivemos uma das noites que foi eleita uma das mais lindas da nossa história.
Ainda deitados eu aproveitava cada momento como se fosse o último, cada beijo, cada abraço, cada carinho... Ele simplesmente levantou e disse que ía embora. O que eu podia fazer? Calada fiquei, me arrumei e descí pra levar ele até a portaria.
Descemos e parecia que a cada segundo ficava mais frio, mais distante. Eu já havia aceitado definitivamente o fim. Abrí o portão, olhei a rua vazia, quase 23h, ele não se despediu, só se foi.
Aquela hora se minha mãe me visse na rua, mesmo que na porta do prédio ía gritar feito louca pra eu subir, mas ela tinha saído sem previsão de volta e me sentí a vontade pra ficar quieta alí, só observando.
Ele foi andando bem devagar e era de costume eu ficar olhando até ele virar a esquina pro adeus final. Não tinha mais essa obrigação, mas como num ritual fiquei alí esperando, ele parecia ir mais devagar de propósito e enquanto eu observava todos os nossos momentos vinham como filme na minha cabeça, e eu gritava comigo mesma pra aceitar o fim.
Então ele dobrou a esquina, sem adeus final, sem virar e olhar pra dar aquele tchausinho de costume. Chorei. Me virei e já ía fechando a porta quando escuto aquela coisa...
- EU TE AMO!!!
Meldels! Era ele.Eu fui até a rua só pra checar e era ele mesmo. gritando que me amava, parado na esquina, fiquei sem reação. As pessoas da rua abriam as janelas pra ver o que tava acontecendo e eu não conseguía pensar em nada. Era, Foi, tão lindo. Ele voltou correndo na minha direção, e eu já não sabia se subía pra me esconder lá em cima ou se ficava e pedia uma boa explicação pra palhaçada. Mas fiquei alí observando ele voltar correndo no meio da rua chorando e gritando que me amava.
Meu Deus, porque não podia ter sido verdade?
Ele me pegou,me segurou tão forte que parecia que eu ía morrer de tão forte que ele me abraçou, fiquei sem ar, ele me beijava e falava e chorava, tudo ao mesmo tempo, e fiquei agoniada, amassada, me sentindo pressionada. Ele pediu perdão, disse que não sabia onde tava com a cabeça quando disse que não me queria mais, que eu era a mulher da vida dele, que ele... ME AMAVA.
Eu começei a chorar junto, gritei que ele não podia fazer aquilo comigo, que eu merecia uma explicação! Ele chorava tanto e repetia tantas vezes pra eu perdoar, pra eu acreditar no amor dele que não falei mais nada.
Ficamos alí abraçados como num reencontro de anos e juramos nunca mais nos separar.
i try to hide so that no one knows but i guess it shows
when you look into my eyes. what you did and where you comming from
i don´t care!
as long as you love me!
domingo, 26 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Just want you to know
Estava no auge da paixão, completamente cega de amor, iludida com tudo que estava vivendo. Ele me fazia imaginar um futuro, numa casa simples, com uma vida simples, eu não queria nem pensar nessa hipótese mas ele foi me convencendo, com aquele jeito encantador...
- Cê quer casar comigo?
E tirou um anel lindo escondido atrás do travesseiro, comecei a chorar. Confusa sem saber que resposta daria.
- Como assim? Casar? Tipo, Casar agora? A gente só tem 16, 19 anos!
- Não agora, mas um dia, você quer ou não ser minha mulher? A sra. Leopoldino.
-Casar não faz muito meu tipo mas procurei um nome pra dar ao fato de ter que passar o resto da minha vida com você e não encontrei. Se tu gosta de CASAMENTO. Prá mim ta tudo bem!
Me deu um beijo meigo e demorado, eu ainda tremia e tinha 2 na caixinha vermelha, tinha comprado pra ele também!Mal conseguia enxergar o dedo no meio de tantas lágrimas e ele ria encabulado.Deixando deslisar sobre minha mão aquela jóia.Beijou meu dedo carinhosamente e...
-Quer dizer que agora todas aquelas suas teorias de eu nunca isso, eu nunca aquilo acabaram?
- Eu nunca quis mesmo. Até conhecer você, e sentir essas coisas que sinto.
-Eu te amo.
Anos depois, nos encontramos casualmente e marcamos um encontro. Dizem que recordar é viver e naquela manhã chuvosa revivemos muitas coisas. Até eu avistar no canto do guarda-roupa o anel dele e o meu (que eu tinha devolvido) guardado naquela mesma caixinha.
- Tu guardou? Porque? Pensei que tu tinha jogado fora.
- Joguei não.
-Sabe que aquela tua proposta de casamento, aqueles nossos planos de ter 2 filhos, lembra que a gente brigou feio por causa do nome das crianças?
- Tu acreditou foi?
- Hãm?
-Aquela história de casamento, tu acreditou? Eu tava brincando po. Eu nunca quis casar contigo. Nem com ninguém. Era só pra te mostrar que era sério. Era pra ser sério pra você, pra mim continuava a mesma coisa.
Eu disfarcei que ajeitava o cabelo e enxuguei aquela maldita lágrima que teima em escorrer nas horas erradas. Inventei que acabava de lembrar de um compromisso, me arrumei e fui embora.
" i just want you to know,
that i´ve been fighting to let you go!
somedays i make it trough
and then there´s nights that never end.
I wish that i can believe
there´s a way you come back to me,
but still i have to say:
i will do it all again, just want you to know..."
"eu só quero que você saiba,
que eu estou lutando pra te esquecer!
Tem dias em que eu fico bem,
e há noites que parecem nunca acabar.
Eu às vezes tento acreditar
que existe um jeito de te trazer de volta pra mim,
mas eu ainda tenho que dizer:
Eu faria tudo aquilo de novo!
Só queria que você soubesse..."
- Cê quer casar comigo?
E tirou um anel lindo escondido atrás do travesseiro, comecei a chorar. Confusa sem saber que resposta daria.
- Como assim? Casar? Tipo, Casar agora? A gente só tem 16, 19 anos!
- Não agora, mas um dia, você quer ou não ser minha mulher? A sra. Leopoldino.
-Casar não faz muito meu tipo mas procurei um nome pra dar ao fato de ter que passar o resto da minha vida com você e não encontrei. Se tu gosta de CASAMENTO. Prá mim ta tudo bem!
Me deu um beijo meigo e demorado, eu ainda tremia e tinha 2 na caixinha vermelha, tinha comprado pra ele também!Mal conseguia enxergar o dedo no meio de tantas lágrimas e ele ria encabulado.Deixando deslisar sobre minha mão aquela jóia.Beijou meu dedo carinhosamente e...
-Quer dizer que agora todas aquelas suas teorias de eu nunca isso, eu nunca aquilo acabaram?
- Eu nunca quis mesmo. Até conhecer você, e sentir essas coisas que sinto.
-Eu te amo.
Anos depois, nos encontramos casualmente e marcamos um encontro. Dizem que recordar é viver e naquela manhã chuvosa revivemos muitas coisas. Até eu avistar no canto do guarda-roupa o anel dele e o meu (que eu tinha devolvido) guardado naquela mesma caixinha.
- Tu guardou? Porque? Pensei que tu tinha jogado fora.
- Joguei não.
-Sabe que aquela tua proposta de casamento, aqueles nossos planos de ter 2 filhos, lembra que a gente brigou feio por causa do nome das crianças?
- Tu acreditou foi?
- Hãm?
-Aquela história de casamento, tu acreditou? Eu tava brincando po. Eu nunca quis casar contigo. Nem com ninguém. Era só pra te mostrar que era sério. Era pra ser sério pra você, pra mim continuava a mesma coisa.
Eu disfarcei que ajeitava o cabelo e enxuguei aquela maldita lágrima que teima em escorrer nas horas erradas. Inventei que acabava de lembrar de um compromisso, me arrumei e fui embora.
" i just want you to know,
that i´ve been fighting to let you go!
somedays i make it trough
and then there´s nights that never end.
I wish that i can believe
there´s a way you come back to me,
but still i have to say:
i will do it all again, just want you to know..."
"eu só quero que você saiba,
que eu estou lutando pra te esquecer!
Tem dias em que eu fico bem,
e há noites que parecem nunca acabar.
Eu às vezes tento acreditar
que existe um jeito de te trazer de volta pra mim,
mas eu ainda tenho que dizer:
Eu faria tudo aquilo de novo!
Só queria que você soubesse..."
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Like a dream come truth
Meldels
Até hoje só de lembrar choro. Esse post é dedicado a minha irmã que me disse que ficou aqui 4 dias só imaginando como eu estaria me sentindo lá. Realizando um sonho!
E foi realmente AMAZING.
Não me desesperei metade do que eu imaginei, nem passei mal, demorei até pra acreditar que eram eles, que era ELE. Meu Deus, que perfeição! Chorei, chorei muito, chorei rios alí quietinha na minha só em ver. Saber que é real assim como eu. Lembro das meninas passando mal e sendo carregadas antes mesmo do show começar, lembro dos seguranças dando agua de graça só pra aliviar a tensão, de Justin tirando fotos das meninas caidas no chão, da minha amiguinha passando mal justamente na hora que ela já previa que ía passar mal. Meu Deus.
Como pode existir um amor tão grande assim? Se nem conheco e eles não tem nem noção que eu existo? Se eu era uma little child quando comecei a enlouquecer por eles. Hoje quando vejo um menina de 7 anos percebo que tem que ter alguma explicação, alguma razão! Não é possível, não é...
Não sou das fans mais loucas nem das mais antenadas mas a emoção que eu sentí! Como eu choro feito boba toda vez que escuto o "CAUSE BABY"...
realy realy important
Me acho meio anormal mas foi tão lindo tão emocionante que to até chorando agora! Só escreví pra ver se distraio. Nick alí tão perto e ao mesmo tempo tão longe! Tão real e ao mesmo tempo tão principe de conto de fadas.As letras, a emoção, aquele turbilhão de sentimentos misturados. Eu queria curtir o show, queria gritar, queria prestar atenção bem quietinha, queria tirar foto, queria filmar, queria ah eu queria guardar tudo na memória, cada detalhe,o sorriso dele, o olhar cada gesto, queria que durasse eternamente. 2 horas só 2 horas.
As 2 horas mais lindas e a memórias mais importantes que alemão nenhum vai conseguir me fazer esquecer!Prá sempre em meu coração!!!
sem mais.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Crescer ou não crescer? Eis a questão.
P.S - TUDO RELATADO ABAIXO É OPINIÃO EXCLUSIVA DA ESCRITORA, RELATIVO AS EXPERIÊNCIAS DA MESMA.
Eu adorava ser criança.
Odiei ser adolescente. Não poder sair pros cantos. Ter hora pra ir e hora pra voltar. Dizer com quem vai, pra onde vai e ligar de lá pra dizer o que está fazendo, isso quando eu podia ir ne? Permissão nunca foi uma coisa que tive muito. Todas as fazes intermediárias da minha vida foram conturbadas mas nenhuma tão intrigante quanto essa da juventude pra maioridade.
Sempre achei fascinante trabalhar até descobrir que você perde todo seu tempo, seu humor e sua beleza trancada dentro da empresa.
Trabalhar é necessário, coisa sem a qual não viverei sem e nem pense que tô tirando os méritos do trabalho não. Só que é chato. Cansa, tu não dorme direito, não come direito, não... nada direito. Até a parte de gastar o dinheiro tu não faz direito, porque dinheiro até tem, foda é que as coisas com as quais tu queria gastar tu não pode porque o tempo que tu deveria passar gastando tu vai passar trabalhando.Ou vai ta muito cansada pra sair. CHATICE.
A faculdade é totalmente diferente do que eu imaginava. Não é que lá eu vou ter que estudar mesmo? E o pior, frequentar as aulas,todas,sem exceção, todos os dias. Que horror! Tá ce ta me achando uma preguiçosa. Não é nem isso, ou vai me dizer que tu ía todos os dias pro colégio e assistia todas as aulas completas? Estudava pra todas as provas? Peraê!
Agora eu crescí, posso ir a todos os lugares que eu tiver afim e nem posso mais usar a velha desculpa de meus pais não deixam porque além de pegar super mal, ninguém vai acreditar. Até resolvo meus problemas sozinha sem precisar chegar em casa com aquela cara de "fiz merda" dizendo: "mainha, tem uma negoço pra tu aqui".Era bem mais fácil fazer as merdas e os outros terem que aguentar as partes chatas de resolver.
É horrível ser gente grande, ter responsabilidade e fazer tudo sozinha!
Fora o lado super chato de ir nas festas e não ganhar sacolinha, hoje eu que tenho que comprar presentes pras crianças da casa(Babi) e ainda tiram onda com a minha cara quando eu lancho biscoito com coca, chupo pirulito ou escuto Backstreet Boys.
Oh Merda.
Pelo menos meu corpo ta legal. Sempre fiquei curiosa pra saber como eu seria quando adulta.As adultas sempre tem buchico e coxão. Coxão eu não tenho, nem buchinho graças a Deus. Mas tenho o colo alto e a barriga definidinha. Braços fortes, como meu pai diz; eu sou o filho homem que ele não teve. E até aguento mais se a vida mandar.
Só não sei se com a mesma alegria de quando eu ía pro colégio ficar o dia inteiro de bobeira, pensando em como ía ser quando chegasse HOJE.
Eu adorava ser criança.
Odiei ser adolescente. Não poder sair pros cantos. Ter hora pra ir e hora pra voltar. Dizer com quem vai, pra onde vai e ligar de lá pra dizer o que está fazendo, isso quando eu podia ir ne? Permissão nunca foi uma coisa que tive muito. Todas as fazes intermediárias da minha vida foram conturbadas mas nenhuma tão intrigante quanto essa da juventude pra maioridade.
Sempre achei fascinante trabalhar até descobrir que você perde todo seu tempo, seu humor e sua beleza trancada dentro da empresa.
Trabalhar é necessário, coisa sem a qual não viverei sem e nem pense que tô tirando os méritos do trabalho não. Só que é chato. Cansa, tu não dorme direito, não come direito, não... nada direito. Até a parte de gastar o dinheiro tu não faz direito, porque dinheiro até tem, foda é que as coisas com as quais tu queria gastar tu não pode porque o tempo que tu deveria passar gastando tu vai passar trabalhando.Ou vai ta muito cansada pra sair. CHATICE.
A faculdade é totalmente diferente do que eu imaginava. Não é que lá eu vou ter que estudar mesmo? E o pior, frequentar as aulas,todas,sem exceção, todos os dias. Que horror! Tá ce ta me achando uma preguiçosa. Não é nem isso, ou vai me dizer que tu ía todos os dias pro colégio e assistia todas as aulas completas? Estudava pra todas as provas? Peraê!
Agora eu crescí, posso ir a todos os lugares que eu tiver afim e nem posso mais usar a velha desculpa de meus pais não deixam porque além de pegar super mal, ninguém vai acreditar. Até resolvo meus problemas sozinha sem precisar chegar em casa com aquela cara de "fiz merda" dizendo: "mainha, tem uma negoço pra tu aqui".Era bem mais fácil fazer as merdas e os outros terem que aguentar as partes chatas de resolver.
É horrível ser gente grande, ter responsabilidade e fazer tudo sozinha!
Fora o lado super chato de ir nas festas e não ganhar sacolinha, hoje eu que tenho que comprar presentes pras crianças da casa(Babi) e ainda tiram onda com a minha cara quando eu lancho biscoito com coca, chupo pirulito ou escuto Backstreet Boys.
Oh Merda.
Pelo menos meu corpo ta legal. Sempre fiquei curiosa pra saber como eu seria quando adulta.As adultas sempre tem buchico e coxão. Coxão eu não tenho, nem buchinho graças a Deus. Mas tenho o colo alto e a barriga definidinha. Braços fortes, como meu pai diz; eu sou o filho homem que ele não teve. E até aguento mais se a vida mandar.
Só não sei se com a mesma alegria de quando eu ía pro colégio ficar o dia inteiro de bobeira, pensando em como ía ser quando chegasse HOJE.
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